terça-feira, 15 de junho de 2010
Me desculpe mas...
Mas de repente, quem era aquela que hoje conheci? Me diz que não era você, me diz que nunca faria isso. Não, eu não pude te reconhecer.
Porque transformar tanto amor em repugnância por teus atos? Sou tão pouco para ti que não quer nem o meu desprezo? Tem que ter meu ódio também?
Não te pedi amor, não pedi o mundo e nem exclusividade, pois seria muito para alguém como você, o que eu queria era apenas consideração. Bem menos do que eu podia te dar, mas para mim, já era o suficiente.
Como pode me machucar, sendo que tudo o que eu sempre fiz foi me preocupar.
Eu fiz um desenho teu, era bonito. Acho que idealizei.
Pois bem, eu fui feliz sim, mas não foi graças a você. Fui eu quem fantasiou ao maximo suas mentiras, para tentar melhorar esse quadro mal pintado. Hoje eu vi quem é você: Alguém que mente, joga sujo, não se preocupa e finge ser o que não é o tempo todo. É, hoje eu vi todos os seus defeitos claramente, sem desculpas, sem explicações. Essa é você, não é mesmo?
Além de machucar, foi necessário esperar começar a cicatrizar para cortar novamente?
Não me obrigue a te ver, não me faca ouvir sua voz. Me desculpe por todo esse nojo de você...
“ ... que te amou demais e você machucou”
sábado, 12 de junho de 2010
Ele.

Ele não conhecia um olhar sincero, mas ganhou um i-phone novo;
Ele não sabia o que era um abraço verdadeiro, mas se quisesse, compraria um falso mesmo;
Ele não entende o “grau” do amor, acha mais válido o das drogas;
Ele não viu o laranja, vermelho, rosa e todas as cores do nascer do sol, achou mais bonitas as luzes artificiais da casa noturna que fica logo ali;
Ele não se contenta com jogos de tabuleiro, prefere jogar com pessoas reais e tornar a sua vida um tanto quanto irreal;
Ele não sabe o que é se preocupar com um alguém, mas procura algo que nem sabe o que é em todas as garotas que passam em sua frente;
Ele prefere passar o natal longe de casa. Afinal, quem precisa de família quando se tem amigos bêbados?
Da vida ele não sabe nada. Do tempo, ele apenas percebeu que passa. O seu proprio jogo, é, ele já viu que perdeu e o amor, esse ele nunca entendeu e sozinho ele viveu...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Estou a caminho.

Vou te fazer uma surpresa, vou bater em sua porta nessa manhã, vou entrar em sua casa, quero fazer parte do seu programa de fim de semana, quero te livrar do tédio de domingo...
Então pare de escrever estes textos tristes, pois estou jogando todos os meus versos falsos pela janela.
Não vá se arrumar, não penteie os cabelos, não troque de roupa; Pode vir de meias, pode vir de pijama, pois eu gosto de você assim, sem esperar, sem me esperar. Apenas largue essa caneta e pegue uma blusa, aqui fora está muito frio - e corre, vem abrir essa porta porque eu preciso entrar.
Eu vou chegar, eu vou te ver, vou ficar. Mas eu ainda não sei se vou só te visitar,eu não sei por quanto tempo vou ficar.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Quer entrar?

Depois de algum tempo, creio que cansei dessa casa escura. Ao acordar, abri os olhos e corri, destranquei as janelas e joguei por elas todos os papeis velhos com versos falsos que eu guardava, por algum motivo que desconheço. Eu já abri todas as portas e a única que não está totalmente escancarada, porem entreaberta, é a dos fundos, aquela pela qual passava um risco de luz, que começava tão fino e clarinho, e ia crescendo e ficando forte, até que iluminava toda a casa[...] Mas ainda não decidi se devo mantê-la aberta ou trancada, e sinceramente, não tenho urgência em descobrir como as coisas devem ser, não agora.
E eu estou aqui na sala, quer entrar e se acomodar ao meu lado? Vê que há tantas janelas por onde também entra luz? Então esquece aquela velha porta dos fundos... Pegue uma xícara, vamos conversar sobre tudo, menos sobre a antiga porta; Um dia resolvo se a deixo aberta ou fechada, eu estou assim, bem confortável com a casa toda aberta, esperando uma visita, esperando alguém para o chá.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Teimosia.

Vou falar tão alto até que o mundo saiba o que eu tenho a dizer;
Vou correr mais rápido que o vento até chegar onde não deveria, mas gostaria de estar;
Vou subir, subir tão alto onde tudo eu posso enxergar;
Vou rir do que me faz chorar;
Vou cantar quando sentir vontade de gritar;
Vou ter o impossível, vou esquecer o inesquecível, vou entender o inexplicável, vou ver o invisível...
Eu vou tentar, vou teimar, vou amar, vou errar, vou chorar, me machucar, vou levantar, vou sorrir e simplesmente continuar a tentar.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
viver a pensar, viver a escrever?

Tenho algumas coisas atrasadas para resolver, logo de manhã adiei alguns compromissos para adiantar outros... Ligo o computador com o objetivo de começar um projeto qualquer do qual dependo para receber nota, como vários outros que não conclui, AFINAL JÁ NÃO ESTAMOS MAIS NO COMEÇO DO ANO. De repente esse ultimo trecho me chama a atenção e me pego refletindo sobre o dito anterior. É aí que percebo que o tempo passa, e esta passando tão rápido que quando percebo, tanta coisa já aconteceu, tanto já se foi feito e por outro lado, tanto já se deixou de ser feito.
Sinto-me correndo contra o tempo, tentando passar minha vida a limpo, assim como meus cadernos, que estão atrasados e com algumas folhas em branco. Tento fazer o que não foi feito, pois sei que daqui algum tempo não terei um resultado tão bom pelo meu comodismo, assim como serão os resultados dos trabalhos que também deixei de fazer pelo mesmo motivo. Tento entender o sentido de cada atitude, de cada objetivo, tento entender o porquê preciso fazer ou deixar de fazer, eu tenho necessidade de descobrir o porvir de tudo... Desculpe, mas realmente não posso ver, eu não consigo entender, eu ainda não descobri. Apenas “sei” que é para o meu bem que cada coisa toma o rumo qual vê. SERÁ? Quem sabe não tomou tal rumo por escolha minha? Quem sabe não escolhi certo caminho só pelo fato de não escolher caminho algum?
Pois é... Pensando e escrevendo, me acomodo por mais uma vez e me vejo abandonando, mesmo que não tento essa intenção, meu novo antigo objetivo. Como de costume, quando percebo já se passaram algumas horas, e eu aqui, pensando, e eu aqui, escrevendo.
Já virou rotina essa minha obsessão pelo entender, pelo escrever. E eu sou teimosa, não quero buscar explicação em algo ou em alguém, eu procuro respostas minhas, talvez eu acredite que de tanto pensar as encontrarei sozinha. Porem ainda existe um outro problema: Sei que procuro respostas, e procuro resposta para minhas perguntas, mas além de desconhecer as respostas, também desconheço a muitas ou até a todas as perguntas, apenas sei que elas existem e isso me intriga, é o bastante para me colocar mais uma vez a pensar, a escrever.
Eu penso em tanta coisa, escrevo algumas delas, às vezes até faz sentido, ou não, às vezes parece que perco tempo com tudo isso e às vezes parece que é comum e não tempo perdido. Mas será que deixo de viver, deixo o tempo passar por ficar a pensar, por ficar a escrever? Ou é como uma forma de viver: viver a pensar, viver a escrever?
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Hoje de manhã.

Esse frio nostálgico logo de manhã me leva a escrever na tentativa de explicar para eu mesma o que a por vir.
E o tempo grita, o tempo pede, o tempo avisa que é hora de escolher, de saber quem vai e quem fica, pois ele está passando e levando tudo o que eu disser que não me serve mais. Pode ser que essa minha decisão não seja assim tão definitiva.
Ele ainda me contou que talvez nessa confusão alguém possa ser levado por engano, pode ser que eu faça uma escolha errada, mas quando eu crescer e souber melhor escolher, vou poder pedir de volta o que de mim foi tirado, porque o que for meu de fato, ninguém poderá roubar.
Quem quiser por vontade própria ficar, precisará mudar para se adequar ou por um tempo se afastar para não passar pela minha “seleção” e voltar quando tudo estiver certo, quando tudo estiver no lugar. Mas a história é minha, sou eu quem escolhe os personagens que aqui ficarão e a importância que terão.
Muita coisa com certeza vai mudar e eu preciso de tempo para pensar...
domingo, 16 de maio de 2010
Amigo.

E quantas vezes ele me olhou com um olhar paternal e disse que de mim esperava muito mais. Nos abraços dele eu sentia algo mais, eu sentia que havia paz, pois ele sabia o que estava porvir, ele não me entendia, porem com apenas uma palavra me acolhia e eu? Eu apenas ouvia e sabia que um dia ainda entenderia.
Tantas pessoas indo e vindo, tantos sentimentos massacrados entre a falsidade dos fatos dessa, por mim dramatizada, realidade.
Eu esperei muito tempo passar, eu esperei a distância chegar e ele, assim como eu, sem poder escolher, se afastar... Agora eu procuro em vários lugares, mas não encontro a sua amizade, a sua sinceridade; E os novos “sermões”, um tanto quanto arrogantes, não me parecem ter como principal objetivo o meu bem estar e sim demonstrar a superioridade de quem o diz; E quando escuto um “tudo bem?”, não sinto que querem saber se realmente está tudo bem, soa como uma pergunta educadamente obrigatória; E os abraços não me passam sentimento, parecem ser apenas um ato vazio que acontece por pura formalidade de certa situação; Quando faço algo digno de orgulho alheio, não vejo ninguém que se dê ao trabalho de parabenizar-me.E é nesse momento que sinto certo vazio, mas ainda assim sei que de longe ele sabe muito sobre mim, sei que a amizade não é algo que se destrói por longas estradas, por fronteiras[...],e de todas essas pessoas que passaram por mim e ainda aqui estão de corpo presente, nenhuma se compara a alguém que fez parte do que eu sou, ou ainda serei um dia. A saudade é um fato a ser encarado, os medos devem ser vencidos e a solidão, essa de alguma forma deve ser suprida por algo mais.
E ele me ensinou que baixar a cabeça é algo que não nos cabe, que a persistência é algo que anda lado a lado com quem sente a vontade de viver. Ele sempre soube e esperou o dia que eu veria que não sou apenas aquilo que muitos vêem, que não sou apenas aquilo que eu demonstrava ser, e de mim ele esperou mais.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Ocúlos novos.

Comprei óculos novos, esses me permitem enxergar bem melhor. Posso ver de perto, de longe, colorido, preto e branco, no claro e no escuro.
Vejo que as pessoas não são como eu pensava, que os sonhos não são tão bonitos, que os sentimentos não passam de caprichos e que a palavra “preocupação” é muito intima, é totalmente singular e só diz respeito a você mesmo. Meus óculos não são tão bonitos, nem tão modernos, mas me mostram o verdadeiro conceito de cada coisa, sem idealização de pessoas e situações, sem fantasia, apenas a realidade dos fatos.
Pode ser que os dias não me pareçam mais tão claros, mas pelo menos são reais. Pode ser que as pessoas não me pareçam mais tão boas, mas pelo menos são reais. Pode ser que as cores não me pareçam mais tão vivas, mas pelo menos são reais. Pode ser que sorrisos não me pareçam mais tão felizes, mas pelo menos são reais. Pode ser que os sentimentos não me pareçam mais tão belos, mas pelo menos são reais. Pode ser que eu lhe pareça pessimista, mas pelo menos sou real. E toda essa imperfeição é de certa forma muito atrativa para mim. Eu simplesmente cansei de procurar algo perfeito, algo constante.
Eu faço drama, reclamo, crio cenas e diversos papeis, mas cansei de atuar e confesso que me divirto com essa incerteza. Que graça teria se tudo fosse tão certo, se eu soubesse todas as respostas e tudo fosse tão belo como eu enxergava antes dos meus novos óculos?
Hoje enxergo melhor, hoje sei onde piso, mas isso não me impede de viver e ver como eu bem entender, pois para mim, o que importa é fazer valer. E se tudo não for tão belo, não preciso me iludir ou fingir, eu posso fazer ficar divertido, porque ultimamente a diversão me chama mais a atenção que a beleza que se encontra em qualquer momento ou ato. E mesmo não tendo de mim grande valor, mesmo que de maneira discreta se faz presente essa beleza em qualquer cantinho que se olha, porque até a lagrima que escorre de um olhar tem algo de belo.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
o seu meio termo não me serve.

Tentadora a essa tua proposta, eu diria sim sem nem ao menos pensar, mas me deu tempo para isso, errou e esperou que eu visse até onde posso ir sozinha. Sinto-me na obrigação de te informar que minha capacidade é um tanto quanto maior do que tu consegues imaginar. E tanto que te adverti, tanto que te avisei e disse que não deveria se arrepender de tuas escolhas, tu deverias ter pensado melhor. Confesso-te que um eu, aquele fraco que é movido pelos sentimentos, quer ceder, quer voltar, quer te abraçar, mas tu me ensinaste que devo fortalecer a parte pensante e que existe em mim. E essa minha parte não era assim tão utilizada até algum tempo atrás, na verdade, eu nem tinha consciência de sua existência.
Talvez só agora, olhando para ti, vejo com clareza quem és, sinto em dizer, mas não sei se ainda me agrada e sei que isso também acontece contigo, não te culpo, não nos culpo, não por isso.
Pode ser que nunca mais seja igual, pode ser que volte tudo ao normal, eu nem sei o que pode acontecer, mas isso não me desespera tanto. Já pensei que só poderia ficar bem se fosse aí, mas vi que isso era querer demais, então agora eu só quero ficar bem, independente do lugar.
Sabe, acredito que tudo tem limite, nossas mentiras, nossos joguinhos... Só digo "nosso", pois de certa forma entrei na sua brincadeira e no momento, não me sinto covarde em afirmar que cansei e quis parar por falta de estrutura para tanta diversão emocional, cheguei ao meu limite.
Eu pensaria em retomar o que deixamos para trás, pois apesar de muita coisa ter mudado, ainda sinto um vazio no peito, mas minha valiosa mais nova e talvez única amiga, sensatez, me disse que não vale a pena. Esperar mudanças de ti é como querer ver o sol a alguns metros de distância, é impossível e eu não quero me queimar na tentativa de conseguir.
Pra ser sincera nem vejo verdade nessa tua vontade, não vou me arriscar por uma hipótese qualquer, ainda mais vinda de ti. Não é descaso, não me entenda mal, mas tenho meus motivos, aqueles motivos que você me deu.
Ambos erramos, mas eu sempre estive disposta a mudar, a tentar, até acreditei por tanto tempo na possibilidade de um melhor vindo tanto de ti quanto de mim. Eu errei, me machuquei, mas agora está passando, diminuindo. Eu te disse, não escondi que tu fizeste com que a cada dia ficasse menor, até que, quem sabe um dia não tão distante, não tenha mais nada, nem o vazio.
Estou deixando tudo tomar seu rumo sem a minha menor interferência. E eu quis tudo ou nada, o seu meio termo não me serve.
domingo, 9 de maio de 2010
Um antigo novo mal.

Havia tanta gente que eu nem podia caminhar, e o som era incessante, todas as luzes em meio ao escuro, tantas vozes abafadas por uma batida constante. Normalmente tudo isso me parece bem vazio, mas dessa vez existia algo que me puxava em direção de qualquer coisa, em direção de tudo, eu diria. Tudo me levava até você, ou era você que talvez sem perceber disfarçadamente aproximava-se de mim. E já conheço seus jogos, seu jeito, seu beijo, mesmo assim me deixo levar por mais uma vez.
É bem a sua cara usar de minha suposta fragilidade para testar seu poder. Mas me diga se há algum problema ceder as minhas vontades se nada perco com tal ato, se dessa vez não tenho nada a perder, pois nada aqui tenho.
Com tal pensamento, na verdade com pensamento algum, pois nada parava em minha cabeça, te deixo me levar. De repente, na medida em que seus lábios iam encostando-se nos meus, todas aquelas pessoas desapareciam, o fato de tantos corpos ocuparem o mesmo local já não me incomodava, pois o único corpo que eu sentia era o seu e a única coisa que eu podia escutar o Dub que te fazia inquieto.
Logo alguns minutos se passaram e sem nem ter me despedido precisei ir. Fora de tanto tumulto, longe de você, aí sim consegui tomar o fôlego necessário para respirar e pensar, o que os seus braços não me permitiam fazer.
Posso dizer que não foi algo indiferente, mas também não foi assim tão incomum. Não digo que me “reapaixonei”, pois provavelmente, por você eu não havia me apaixonado antes, só posso afirmar, ainda sinto que a distância deve continuar sendo mantida por questão de segurança, eu não tenho estrutura para esse antigo novo mal.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
23:23

Olhando bem essas futilidades todas nem me parecem mais tão fúteis assim. Talvez esse não seja meu olhar, talvez essa seja minha nova forma de olhar. E ainda observando posso ver tanta gente caminhando sem saber pra onde ir e eu, sinceramente, prefiro continuar parada a andar sem rumo... Guardo todas as minhas energias para quando eu descobrir onde devo chegar, mas mesmo tendo adotado tal estratégia ainda sim me sinto parada, bem... De fato estou esperando encontrar o caminho certo, mas ainda me parece tão ruim, tão incerto e vazio, e isso é estranho, pois se tenho “um plano” é porque eu sei o que vou acabar fazendo. Será que é só uma desculpa para meu cômodo de viver sem objetivos?
Essas contradições que me invadem realmente não me chocam, pois estou ciente de que já faz algum tempo que me comporto com total desinteresse em relação a muitos, em relação a todos e repito sucessivamente o meu típico “tanto faz”. Isso faz sentido para você? Tudo bem, as vezes penso que não faz nem para mim.
Confesso que talvez eu precise de outro plano, de uma tática muito rápida, de algo imediato, eu preciso de tudo, eu preciso agora. Sufoca-me todas essas coisas que me impõem e toda essa confusão que surge a não me dá descanso. E já não quero mais vestir essa mascara e também não me vejo obrigada a acreditar nas mascaras com as quais me deparo pelas ruas, isso tudo me causa desprezo. Então seria muito pedir para que não me julgue por certas atitudes?
segunda-feira, 3 de maio de 2010
o fim é até onde pude ir.

Sinto-me exagerada, dramática, mas ainda sei que estou mantendo certa distancia por questão de conforto, tanto que logo estarei totalmente confortável e ainda mais, estarei conformada com tal situação. Só espero que entenda quando meu olhar desviar do teu.
De repente ao acordar vejo que ainda posso ficar bem sem ti. Então me explique quando foi que isso aconteceu que só agora percebi?
E essa musica alta que invade meus ouvidos, impedindo qualquer voz de me fazer mudar de idéia, pois hoje teus problemas já podem ser chamados TEUS, e os meus, continuarão a serem meus, como sempre foram.
Muitas vezes escuto perguntas que só dizem respeito a mim, mas não sei nem ao menos como responde-las, eu perdi a resposta ao te encontrar, ou ao me perder. Não deixe que teu ego suba tanto, nem acredito que toda essa desordem seja culpa exclusiva tua, tampouco que tu ainda seja a solução de tudo o que existe ou já nem existe mais em mim.
Teria sido escolha minha ter ido para tão longe, longe onde não posso ver o caminho de volta? Parece-me que sim. Às vezes acho que te coloco entre minhas palavras por pura questão de romantismo, me parece ter mais sentido te colocar entre coisas que me incomodam, talvez isso seja apenas descaso de minha parte. SIM, descaso! Tu não imaginavas que ainda era tudo para mim. Imaginavas? Não deverias pensar assim, pois não é assim que eu penso, ou pelo menos não é assim que quero pensar.
Uma historia te parece mais bonita quando existe toda essa inconstância ou constante mal estar envolvido?
Diga-me como chegamos ao ponto de não nos suportarmos, me diga como fez pra transformar tudo isso em indiferente.
Confesso que ainda não estou tão confortável com essa situação, não foi isso o que eu planejei, mas eu precisava ficar bem de uma forma ou de outra. Não seria deixando o teu ego passar por cima de mim, não seria acreditando em tuas mentiras, não seria aceitando o resto de amor que te sobra de tudo que meu sorriso voltaria, que eu voltaria para mim. E sim, agora vai ser quando eu vou fingir que foi só uma parte da minha vida, que como tantas outras já passou e não voltara, nunca mais. De certa forma isso é bom, de certa forma estou bem, de certa forma me sinto feliz por não te ter aqui.
Então sinto muito, ou talvez nem tanto, mas estou indo e indo agora, pode ser que nem lembranças restem. E fui até o fim, pois para mim, o fim é até onde pude ir.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
É,eu quis, eu imaginei, eu pensei.

Eu quis te amar pra sempre, eu quis poder olhas nos teus olhos todos os dias ao acordar, queria ter teu beijo antes de sair, quis te ligar quando algo desse errado, quis cuidar de ti quando ficasse doente, eu quis segurar sua mão, eu quis nunca mais mentir, quis que me fizesse sorrir mesmo quando a vontade de chorar me apertasse, eu quis te acompanhar pela vida toda, quis ficar brava quando alguém te magoasse, eu quis ser a primeira pessoa para quem você contaria os seus problemas, quis te ajudar, eu quis nunca te abandonar, eu quis ser o seu tudo e acabei sendo apenas nada, eu quis te entender quando todo mundo achasse banal o que tu julgas essencial. É, eu quis.
Eu imaginei estar sempre ao teu lado, imaginei que íamos rir lembrando dos nossos términos de namoro sem sentido e de nossas brigas infantis, imaginei sair gritando pela casa, te perguntando onde esqueci minhas chaves, imaginei te xingar por deixar a toalha molhada em cima da cama, imaginei ver suas roupas jogadas pelo chão quando eu chegasse, eu imaginei ser feliz todos os dias, imaginei te ter comigo quando eu me sentisse sozinha, imaginei que ia ficar me apertando daquele jeito quando eu estivesse de mal humor, imaginei que seu amor nunca fosse acabar, se é que um dia existiu.. É, eu imaginei.
Eu pensei que podíamos dar certo, pensei em um dia acreditar no seu olhar, cegamente, pensei até que te veria entrar pela porta no fim do dia, pensei que sempre ia ser a sua menininha, que sempre ia me abraçar quando eu precisasse de consolo, pensei em largar tudo por nós, pensei em te olhar dormir e falar para mim mesma ‘ela me faz a pessoa mais feliz do mundo’, pensei em ser a sua voz a ultima que eu fosse ouvir todas as noites, que apesar de suas mentiras e joguinhos insanos, um dia ainda poderíamos ter em comum o tal do ‘eu te amo’. É, eu pensei.
Eu quis, eu imaginei, eu pensei e até sonhei, mas no momento, eu apenas apaguei.
E daqui pra frente...

Eu espero já sabendo o que vai acontecer, e são tão previsíveis, suas atitudes repetitivas e insensíveis. Nada mais fica aqui, apenas um vazio, que hora ou outra será ocupado por um sentimento qualquer.
Eu fiz de tudo, eu juro que tentei, mas não se cansa de me machucar? Te faz bem me ver chorar? Sim, te amo tanto que preciso me afastar e não mais voltar.
Realmente não sei por que insisto, talvez por isso nesse momento desisto. É visível seu desinteresse, não sei também porque me preocupo com seus sentimentos que são tão falsos quanto a minha indiferença, talvez tento acreditar que também te dói se eu me afastar só para me confortar, e sua frieza me congela quando em teus olhos paro o meu olhar, meus pensamentos se confundem quando de sua voz saem tantas mentiras, minhas garganta seca quando o teu beijo me passa descaso e insignificância, meus olhos se enchem de água quando percebe uma vez entre milhares que você só se preocupa com o seu jogo. Você me mudou, me assustou, me desconfigurou, você me tirou de mim.
Então descobri um cuidado comigo mesma através de outros olhos, sinceramente, não me interesso por tal olhar, acho que no momento não existem mais muitas coisas que me despertem interesse, mas são olhos que me olham com carinho e sabem que por trás de minhas atitudes indecisas existe alguém que sabe o significado do maldito amor, não sei se foi bom descobrir isso, não sei se foi só mais uma palavra nova a qual eu logo esquecerei ou se foi algo que será pra sempre guardado em mim, que será lembrado quando uma lagrima escorrer e eu não ter você para limpar, mas ainda estará tudo bem, posso eu mesma secar minhas lagrimas, são apenas pequenas gotas de água que de meus olhos saem.
Será como largar um vicio, talvez seja algo difícil no começo, mas me fará muito bem e já me sinto melhor sabendo disso e daqui pra frente será diferente, será tudo bem diferente. Mas aprendi, aprendi que o amor pode ser a coisa mais linda já existente, mas não nesse caso, não no nosso caso e descobri também que odeio jogos, alguém sempre tem que perder pra um outro ganhar. Talvez eu tenha perdido, talvez você tenha me perdido. Já se deu conta do tamanho do amor que acabou de jogar no lixo?
sábado, 10 de abril de 2010
Metade .
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Já te disse?

Eu já usei de minhas melhores frases, eu coloquei no papel as minhas mais bonitas palavras, eu usei de todos os argumentos, tentei todos os tipos de comportamentos. Fiz de tudo pra te convencer que eu te faria feliz, eu só queria te segurar aqui.
Já te disse que só preciso de você?
Já te disse que faço de tudo pra te ver bem?
Já te disse que trocaria muita coisa por um abraço seu?
Já te disse que meu mau humor sempre passa quando você fica me apertando e dizendo que vai casar comigo? E já te disse que eu quase acredito nisso?
Já te disse que quando não estou bem, eu só queria você por perto para me arrancar um sorriso com suas bobeiras que eu tanto gosto de escutar?
Já te disse que se tenho você, tudo me parece nada e você passa a ser tudo?
Já te disse que quando te tenho ao meu lado gostaria que o tempo parasse?
Já te disse que só de ver o seu sorriso eu sinto que posso enfrentar o mundo por você?
Já te disse que perderia o tempo que fosse preciso só para concertar o que quebramos?
Já te disse que vou te guardar, pra sempre, em mim?
Já te disse que conto cada dia, cada hora, cada minuto que resta pra eu poder sentir aquele cheiro de cigarro com perfume?
Já te disse que tenho ciúmes de tudo o que pode te fazer mais feliz do que eu?
Já te disse que fico olhando aquele corredor que me agoniza enquanto você não chega?
Já te disse que quando o telefone toca, eu corro pra atender esperando ouvir sua voz?
Já te disse que quando brigamos, eu entro em desespero ao perceber que você não se importa mais?
Já te disse que ficaria o dia todo na internet só esperando a sua janelinha subir com aquele “Oioi”, “Bom dia”, “Oi amor”, ou até mesmo aquele “você ta de brincadeira”?
Já te disse que sem você me sinto perdida?
Já te disse que penso em você até dormindo?
Já te disse que eu tentaria mil vezes a maldita “ultima vez”?
Mas de nada adianta, nada vale para você, nem atitudes e nem palavras, não sei bem o porquê, talvez eu saiba que aí não existe amor, mas eu prefiro fingir que desconheço o motivo de nossas tentativas frustradas e eu realmente não sei bem o que fazer. Eu só sei que preciso tentar ir, pois de nada mais vale o meu esforço, e saiba que eu ainda faria de tudo se você fizesse apenas um pouco por mim.
Já te disse que te amo?
terça-feira, 6 de abril de 2010
Veja a tudo isso como preferir.

Ando por aí como se nada me atingisse, desprezando a todo e qualquer tipo de sentimento. Confesso que pessoas me enjoam, vozes me perturbam e menosprezo a todo comportamento que não agrade. Aumento o som de qualquer canção tentando fugir de tanto tumulto, não quero ver nada, não quero ouvir ninguém, às vezes só quero que tudo desapareça, às vezes eu quero desaparecer.
Passo por lugares e pessoa, ignorando ao que está a minha volta, eu só quero ouvir a essa música que sai de meus fones agora.
Tento fingir ao máximo, entenda que só quero e só estou tentando ficar bem. Ás vezes faço minhas cenas de forma tão convincente, que até eu mesma chego a acreditar em meu bem estar e duvido de meu profundo incomodo.
Eu corro o mais rápido que posso, passo ligeiramente pelas situações onde corro o risco de me prender, por medo de não conseguir sair, por medo de não conseguir mentir, por medo de parar de fingir.
Creio que estou me adaptando as suas escolhas e desinteresse, ou só estou mentindo para ti e para mim na tentativa de ser indiferente, usando de pessoas e situações, tentando não sofrer, talvez encontrando alguma forma de matar a esse sentimento do qual desconheço o sentido. Veja como quiser, julgue da forma que achar correto segundo as tuas leis, mas para mim, isso é uma tentativa de ficar bem, eu só quero ficar bem, eu logo ficarei bem.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Autor oculto, eu diria.

Pra você eu carrego mentiras e até um pouco de falsidade embrulhada em sentimentos desconhecidos. Não faço por maldade, não é minha intenção te enganar, não te vejo como um plano executável. Talvez um plano “B” e não se sinta honrado, pois o “B”é apenas uma letra de um alfabeto inteiro, que ainda tem varias outras letras não mais e nem menos importantes do que o “B” .
Entenda que preciso de alguém que possa supri alguma coisa que me falta, ou apenas gosto de ver que existe alguém aqui. Preciso que me olhe e veja a pureza que vive em meus olhos e quando enxergar que não é bem isso que guardo em mim já poderá ir embora, pois é a vez de enfrentar a um outro adversário. Isso seria muita frieza de minha parte? Acredito que não, quem sabe não estou aprendendo a subir em degraus para chegar ao topo da escada. Não que eu te veja como um degrau. É, pode ser que eu te veja como um degrau.
Não é típico de minha personalidade o jogo, mas uma vez que alguém nos coloca dentro dele, então de lá não se pode sair. E o alguém que me viciou nessas cartas e dados, se transforma em mais uma peça necessária, não digo a mais ou a menos importante, apenas necessária. Já não sei quem vive em mim, já não sei o que estou escrevendo, sinto como se fosse um outro alguém que usa de meus dedos para digitar palavras que para mim nem fazem tanto sentido. É como se houvesse algo oculto que você ou eu mesma despertei e já não faço questão de adormecê-lo.
domingo, 4 de abril de 2010
Eu, você.

Pode ser que a impureza seja algo presente tanto em mim quanto em ti, talvez mais explicito em algumas atitudes tuas e em outras, mais precisamente nas minhas, nem tanto. Talvez olhando nesse exato momento não seja possível enxergar nenhum tipo de chance para nós, mas quem sabe daqui algum tempo, um longo, ou um curto tempo.
Qualquer um, alheio a nossa relação, não pode entender o que existe aqui, ou nem nós mesmos entendemos.
Talvez eu te julgue por pura hipocrisia, pois quando penso de forma neutra posso enxergar que somos tão iguais, talvez tão errados, ou normais em relação a esse momento que fomos feitos um para o outro, ou fomos feitos para jamais sermos um do outro.
Seria isso um aviso para nos afastarmos? Será isso um sinal para insistirmos? Será isso aquilo que dizem sobre a pessoa certa na hora errada? Pode ser, pode ser que amanhã possamos acordar com uma nova forma de amar dentro do peito, pode ser que seremos tão felizes, ou simplesmente infelizes, ou nem seremos nada juntos.
Tenho medo de que a única certeza que nós reste se vá, junto com todas as outras que um dia passaram por nós, ou nunca existiram certezas aqui?
Não sei o que sente e me desespero ao sentir que posso te perder. Eu só queria a certeza de que o seu abraço,o seu olhar, o seu amor, tudo o que vem de ti, não deixaram de ser meu, ou se nunca foram, que um dia me pertençam. Julgo-me completamente exagerado e insensato quando se trata de ti, sou capaz de tanto, sou capaz de muito, sou capaz de tudo por uma simples incerteza que é seu amor, por essa simples certeza que é o meu amor.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
São apenas textos (?)

Meus textos são o que você não vê em mim, é tudo o que não quero mostrar, são frases soltas, sentimentos comprimidos, pensamentos contraditórios, medos escondidos.
Escrevo por prazer, na tentativa de me entender, ou de te fazer entender o que não consigo explicar. Muitas vezes parece algo repetitivo, incompreensível ou até sem importância, talvez como uma pintura abstrata onde se vê cores, que são como os sentimentos colocados nos textos, sabemos que existem e estão ali, só não podemos entender ao certo o que representam. Pode ser que eu veja certa coisa e você enxergue algo diferente. Tudo isso lhe parece sem sentido? Meus textos lhe parecem sem sentido? Pois para mim também é algo confuso... Acredito que quando escrevo retrato de forma não objetiva o que sou no momento, talvez eu não consiga entender tudo que existe aqui dentro, por conseqüência não posso fazer com que você entenda. Minhas idéias estão correndo de um lado para outro dentro de mim, por pura falta de opção, nem sempre meu olhar pode alcançar a todas, então a cada momento vejo uma delas. Isso explica a minha inconstância de pensamentos?
Meus sentimentos estão jogados em gavetas desorganizadas, por preguiça minha de pensar em colocá-los em seus devidos lugares, ou será que é só medo de encontrar algo escondido nessa desordem? E os medos? Eles brincam de me perturbar e às vezes até de se esconder e fingir que vão embora, mas na realidade, sempre voltam.
Você vê o rascunho de minhas idéias nas entrelinhas dos textos, as sombras de meus sentimentos em forma de palavras e meus medos escondidos em cada frase sem sentido?
E se alguns textos lhe parecem incompletos é porque eu ainda não tenho o complemento cabível para eles, ou para mim.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Sem sentido

Eu via mil cores e todas eram vivas, eu podia olhar pela janela e ver árvores, eu abria a porta e via o céu azul, eu olhava pessoas e enxergava sorrisos. E tudo isso me fazia bem, eu realmente não sabia o significado da palavra solidão. Até que as cores se tornaram tons cinza, as janelas se fecharam, o céu escureceu e as pessoas não são mais pessoas, são apenas recipientes ocos, talvez robôs, daqueles que têm sentimentos, mas são programados com apenas um tipo, o egoísmo.
E a vida passa, algumas pessoas mudam, outras serão eternamente aquilo que você pode vê, outras nunca foram e nunca serão o que aparentam. Não me julgo melhor, não me julgo pior, não te digo que sou exatamente o que você vê, pois não sei o que enxerga quando me olha. Já ouvi que o verde de meus olhos representa ilusão, já ouvi que o verde de meus olhos representa esperança, já sentiram que meu abraço demonstra carinho, já sentiram que meu abraço demonstra desprezo, já disseram que minha presença causa alivio, já disseram que minha presença causa incomodo, já me viram como alguém totalmente livre de maldade, já me viram como o diabo vestido de anjo. Mas só me interessa o que você vê, ou talvez eu nem me interesse pelo que qualquer um veja, pois o quando olho no espelho, não consigo entender o que está refletido.
segunda-feira, 29 de março de 2010
"Pode entender o que eu não entendo? "

O que vê em meus olhos? Vê a cor verde como esperança, ou tanta esperança te parece ilusão? Quando me olha enxerga quem realmente sou, ou apenas vê o que aparenta? Quando estou entre pessoas, vê meus amigos, ou enxergas que ando sozinha? Quando me vê sorrindo enxerga felicidade, ou sabe que ando carregando lágrimas escondidas?
Tudo o que faz tem certas conseqüências, talvez tu nem enxergues, mas me corta aos poucos por dentro. Então chega uma hora em que não sei mais se quero continuar a me machucar, em algum momento eu deixei de cuidar dos meus ferimentos e passei a tentar curar os teus. Você não viu que ando tentando fazer te parar de sangrar? Não vê que enquanto isso continua a me cortar? Será que eu quero voltar? Será que queres sinceramente que eu volte, ou sente falta de brincar de me cortar? Isso não seria masoquismo de minha parte?
Eu realmente posso afirmar com toda convicção que se existe algo totalmente ausente em mim, esse algo se chama certeza.
Eu só quero andar na chuva e não me molhar. Te quero longe, tão longe, onde minhas mãos possam te tocar. Não quero mais te ver, te quero distante, onde meus olhos possam te enxergar. Eu não sinto vontade de saber, de ti nada quero conhecer, só quero saber o suficiente para ainda poder cuidar. Não sinto vontade de te ouvir, quero que fique em silencio, num silencio onde possa dizer que ainda me ama.
Não estou pedindo para me entender, não estou pedindo para ficar, não estou pedindo para ir, só quero que antes de brincar, aprenda o que é amar.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Você não pode vir me buscar?

Porque essa nostalgia me lembra que apesar de tudo éramos felizes. Recordo-me de cada briga que acabava com um sorriso que você colocava em meu rosto, cada momento infeliz que você fazia sumir com um abraço. E aí que me vejo em uma rua sem saída, já sei que estou totalmente sozinha. Você não pode vir me buscar?
Eu só preciso de você, preciso urgentemente de você aqui. Sem você nada me faz feliz, nada me interessa e a única coisa que me faz campainha e a sua maldita ausência e a minha persistente nostalgia.
Se fosse possível te obrigaria a voltar, te prenderia só para mim e mais ninguém.
Já me sinto exausta dessa falsa felicidade que esconde meu choro, já não quero te mostrar meu sorriso mentiroso que não te deixa ver minha dor.
E não me importa o amanhã, não sei como vai ser. Só me interessa o agora, só te quero nesse exato momento. Você não pode vir me buscar?
Não sei o que você sente, não sei o que quer, talvez eu nem saiba bem quem você é. Mas eu te amo mais do que a mim mesma e não me preocupo mais com o sofrimento que você pode me proporcionar, se eu te sentir aqui perto de mim, nada mais vai me importar. Porque eu sinto necessidade da sua presença, eu preciso do seu olhar, me perco sem o seu abraço e não consigo mais mentir, não quero mais ficar aqui. Você não pode vir me buscar?
Então pelo menos finja que me ama, mente que se preocupa, demonstre qualquer tipo de sentimento que possa me fazer feliz. Dê-me só um pouquinho em troca de tudo o que eu quero te dar. Você realmente não pode vir me buscar?
segunda-feira, 22 de março de 2010
Essa não é mais uma carta de amor ♫

" Na verdade comecei a escrever com a intenção de fazer uma carta, mas tive medo de não poder entregá-la.
Então... Acredito que esses sete meses fizeram parte da melhor fase da minha vida. É estranho como uma pessoa, que me via como algo indiferente, chegou ao ponto de fazer toda a diferença e se tornar uma das pessoas mais especiais que já conheci. Mais estranho ainda é a capacidade que ela tem de me fazer chorar, mas vale a pena, porque bem maior é a capacidade que ela tem de me fazer sorrir. E como alguém pode mudar do nada o ruma da nossa vida? Eu pretendia voltar a ser quem eu era antes... Mas você fez as coisas mudarem. E quer saber?
Eu não me arrependo nem um pouco!
Sabe, não me importa nossas diferenças, se é a melhor ou a pior pessoa do mundo, ou se já fez tudo errado, pois é você quem me faz feliz, só isso.
Para ser bem sincera, não sei exatamente quem sou, minha única certeza é que te amo.
Claro que pra gente dar certo, vamos ter que mudar algumas coisas. Já disse que faço o que for
preciso, o que me pedir. Eu sou capaz de muita coisa pra não deixar uma lagrima
cair do seu rosto, sou capaz de muito por nós.
Compreendo que meu ciúmes e desconfiança te sufoquem, mas é medo de te perder. Se isso
acontecer, eu não sei pra onde ir. Quando não estou bem, a primeira
coisa que eu quero é um abraço seu, parece que quando você está do meu lado
nada importa, nada atrapalha. Talvez seja por isso que não brigamos quando estou ao seu lado, porque nada mais importa quando estou com você.
Não sei se vamos voltar desse ‘tempo’, não sei se vamos dar certo, não sei se um dia
vou passar por você, sem nem dizer ‘oi’. Só quero que saiba que eu fiz o que
pude, te amei a cima de muitos, você foi extremamente importante e eu vou
lembrar de você todos os dias, de certa forma, vou te levar pra qualquer lugar
que eu vá, não vou te esquecer. E você sabe bem, que eu te amo."
- E tudo o que escrevi, tudo o que senti, tudo o que vivi, nada mais importa. Então me dói escrever pela última vez sobre o que mais amo, sobre o que me fez feliz. Daqui algum tempo tudo será diferente, ou até indiferente, sua ausência não mais estará aqui, nem a dor que você deixou para mim poderá me pertubar, seu descaso não me afetará e nem mesmo suas mentiras poderam me magoar, só ficarão em mim todas as lembranças. E a partir de agora todos os dias serão bons, pois de tudo o que me faz mal eu esquecerei. Assim espero. Não foi uma escolha minha, mas foi a única que você me deixou - E ainda continua sendo mais do que a mim mesma-
domingo, 21 de março de 2010
.

E esse seu amor, que tu andaste dizendo ser tão grande? Porque não podes lutar por ele então? Onde deixou toda tua capacidade de conseguir o que queres? Ou será que já nem queres mais?
Ao saber que está por perto mas não comigo, ao te ver passar por mim e não poder te puxar pelas mãos e sabendo que o mais dificil será ver que existe alguém que faz isso em meu lugar. Então lembrarei de tudo o que já senti, de tudo o que já vivi vendo o teu olhar, sabendo que já não sou mais quem ele enxerga, sentirei a angustia de ter falhado e não ter tido a capacidade de seguir junto a ti, de não ter conseguido te fazer feliz. Mas só em vê-lo brilhar, só em saber que ele se encontra bem, para mim é quase o suficiente.
Sei que como em ti, em mim também outros irão me tocar, sei que como a ti, outros também poderão me amar, sei que como a ti, outros também me abraçarão e menosprezo a tudo que de ti não vem. Não vejo outro amor como algo tão grande, não vejo a outro toque como algo tão bom, não vejo a outro abraço como algo tão confortável. Isso me parece tão insuficiente, mas saberei que outro alguém poderá dar tudo de si, só para me fazer feliz e vejo a tudo isso como algo totalmente sem sentido, pois você, sem muito esforço, conseguiria me fazer o que ninguém jamais fez, mas mesmo precisando de tão pouco para me fazer bem, não o faz. Diga-me então o que fez por mim? Será que não sabes demonstrar, ou não demonstras por não sentir?
Tudo fica mais difícil com essa minha falta de habilidade para te decifrar. E tudo me faz desistir ao ver essa tua indiferença sendo ela sincera ou não. É nesse momento que me deparo com a obrigação de me conformar.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Talvez eu procure você.

Procuro alguém que se preocupe, alguém que queira estar ao meu lado, que queira ir para onde eu for. Procuro alguém que se sinta feliz com o meu sorriso, que se incomode com minha tristeza, que me escute quando eu precisar falar, que me entenda quando nem eu mesma puder me entender. Procuro alguém que me procure, alguém que seque minhas lágrimas. Talvez eu procure você.
Eu procuro em outros olhos o seu olhar, em outros corpos o seu abraço, em outras mãos o seu toque, em outras frases as suas palavras,em outros perfumes o seu cheiro, em outros rostos o seu sorriso.Talvez eu procure você.
E em suas mentiras, procuro sinceridade, em sua ausência procuro presença, em seus atos procuro um amor duvidoso. Talvez eu procure você.
Procuro um alguém, não sei quem, mas de tanto procurar, sinto o medo de me decepcionar e não encontrar. Talvez eu só queira você.
domingo, 14 de março de 2010
Insensatez

E percebo meu juízo que já não é mais tão sensato, meus princípios que já não são mais tão corretos.
Reconheço que não sou a pessoa mais experiente, tampouco a mais sábia, mas sei que aprendi e vivi o bastante para ter consciência do certo e do errado, ou pelo menos do que me é seguro. E quando dizem que mudei, não contradigo, pois sei que é verdade e todos realmente vivem em constante mutação, algumas mais lentas, outras nem tanto. Sinto-me na obrigação de afirmar que se mudo, mudo para melhor, mesmo dizendo sem tanta certeza. Mas o que seria mudar para melhor? Será que o meu conceito de melhor é também o teu? E a única coisa que vejo no momento, aliás, a única coisa que já não vejo é minha sensatez.
Confesso que sinto falta de valores perdidos, princípios escondidos (...). E ao me ver em determinadas situações, sei que não devo, não me sinto confortável em dividir com qualquer desconhecido meus medos, minha história, sentimentos e frustrações. Porque então deveria compartilhar meu corpo, meus lábios com esse qualquer um? Isso não me parece correto, não a mim. E quando opino pelo incerto apenas por distração, sabendo das conseqüências, sabendo que não deveria? Isso não me parece correto, não a mim. E ao ser egoísta, pensando apenas em mim, ou talvez nem em mim mesma, só no prazer momentâneo? Isso não me parece correto, não a mim.
Mas para onde vai essa minha sensatez que me impede de realizar tais atos? Será que essa minha inconstância afeta até aos meus princípios?
Eu poderia escrever sobre sentimentos, como fiz por tantas vezes, poderia escrever sobre ti, que está constantemente em minha cabeça, poderia experimentar escrever sobre o trágico futuro da sociedade ou até sobre problemas ambientais, assunto que está em alta, mas falo sobre algo que nem conheço tão bem, algo que para mim, de certa forma ainda é um mistério... Apenas resolvi falar sobre eu mesma. Será que é minha sensatez que bate a porta ou olhando pelo teu ponto de vista, será apenas a mesma que se vai para cada vez mais longe?
quinta-feira, 11 de março de 2010
Indiferente.

Existirá um outro alguém, eu saberei que andas, escreves e sentes tudo por ele, e será indiferente, pois de ti restará apenas lembranças, tudo o que vivemos, tudo o que sentimos, tudo o que houve, tudo se resumirá em lembranças, lembranças das quais talvez eu sinta saudades, ou talvez eu esteja melhor, talvez seja apenas lembranças vagas, sem sentimentos, somente algo guardado em minha mente.
E não vejo mais como algo tão clichê, passo a ver como verdadeira a afirmação de que o tempo tudo cura. A dor passa, as lágrimas secam ou encontram outros motivos para caírem, os sentimentos são enterrados, congelados ou simplesmente esquecidos e a vida, com certeza continuará.
Sim, acredito que assim será. Pode ser que eu ainda me pergunte se poderia ter sido diferente, eu sei que ainda vou lembrar, sei que ainda irei me preocupar, mas não será como antes, nada vou fazer, nada vou procurar saber. Terei minha vida para cuidar, terei outras preocupações, outros objetivos, outros interesses e tu, de nada farás parte.
Terei tudo na memória, será como um livro, o qual talvez eu nem sinta vontade de abrir, pois conheço a história, algo frustrado, tentativas em vão (...).
Seria hipocrisia de minha parte dizer que guardarei apenas ótimos momentos do que passou por mim ou que de tudo, só ficarão as suas falhas. Eu mudei, aprendi, sofri, sorri, chorei... Fui feliz.
No momento digo o que penso, mas é incerto. Quem sabe tu não podes decidir por nós duas? Quem sabe tu sejas algo além do que meus olhos vêem devida a situação na qual nos encontramos? Quem sabe não iremos lembrar juntas de tudo o que passamos?
E mais uma vez me deixo levar pela maldita teimosia, deixo que a inconstância tome conta e penso por mais uma vez no ‘talvez, quem sabe’.
Sobre algo.

Eu sinto que não quer mais, eu sinto que não faz mais diferença, sinto que é só uma forma de distração e te conheço o bastante para saber que é forte e decidida o suficiente para conseguir o que quer, mas nesse caso, nem ao menos se esforça. E não te julgo, só te cobro sinceridade, e me sinto no direito, acho justo, por ser alguém de quem pelo menos algumas lembranças devem ter sobrado em ti.
As vezes realmente acho que te conheço melhor do que a mim, pois sei das suas mentiras e falta de interesse, mas e comigo? Já não sei o que devo fazer, na verdade até sei, mas não o faço, por motivo desconhecido, ou totalmente explicito. Traio-me pensando em mais uma chance, me torturo querendo tentar aquela ‘última vez’, me castigo com esse otimismo tão pessimista que se encontra aqui. E já não vejo em ti a vontade de ouvir ou saber o que se passa, mas em mim existe a necessidade escondida de te dizer o tal do “eu te amo”.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Só diz respeito a mim.

Ando por aí olhando pessoas, olhando lugares.
Sem vontade de tudo, sem vontade de nada, sem vontade de mim.
Nada me interessa, nada me chama a atenção, nada me prende...
Tenho a necessidade de escrever, só quero escrever. Eu quero parar de escrever.
Sinto saudades de algo, sinto saudades de tudo, sinto saudades de mim.
Já não sei o que é verdade, já nem sei o que me faz feliz.
Ando com um sorriso escondendo o que há por dentro, o que está oculto aqui.
Ando lembrando de coisas, ando querendo esquecer, ando sem deixar de recordar.
Ando menosprezando a tudo, menosprezando a todos, menosprezando a mim.
Ando sem saber o que quero, onde estou, onde preciso chegar, onde quero ir.
Ando totalmente decidida, ando totalmente confusa.
E a inconstância continua presa em mim.
domingo, 7 de março de 2010
21:12

Por muito tempo fui capaz de seguir sozinha, com as mãos dentro dos bolsos. Hora ou outra apareciam alguns que tentavam segura-las, mas eu não dava chance.
De repente alguém, de surpresa, a puxou com força e segurou delicadamente. Eu não sabia bem quem era, não sabia a razão, mas talvez por curiosidade, por me sentir segura não quis coloca-las novamente nos bolsos. E prossegui, com uma mão segurada por você e outra ainda ali, escondida em meu bolso.
Haviam outros que ao passar tentavam me levar, me tirar de ti, mas eu me sentia bem ali, me sentia de certa forma protegida.
Quando dei por mim, percebi que minha mão estava ficando fria e eu podia sentir o vento batendo nela. Era sua mão, que não mais segurava com tanta precisão a minha. E eu, que não me lembro mais como fazia para mate-lá aquecida, entro em profundo incomodo e vejo agora só as pontas de meus dedos ligadas a você, e quanto mais o tempo passa, mais me desligo sem saber o porque, sem nada poder fazer...Não consigo nem ao menos ver, mas por dedução sei que alguém te puxa a outra mão. E você, que não foi forte o bastante, está se distanciando. Nesse mesmo exato momento vejo pessoas ao meu lado, que esteve por tanto tempo tentando seguir junto a mim, vejo pessoas que se sentem satisfeitas apenas em esquentar minhas mãos. Mas você talvez a segurou por certo tempo, porque assim também esquentaria a sua. E por mais que me doa, por mais que não seja o mesmo calor, talvez seja hora de juntar minha mão a de outro alguém. Não por vontade minha, mas por falta de vontade sua.
sábado, 6 de março de 2010
Estrada

É por medo de sofrer, por medo de ver sinceridade em suas mentiras. Estou sendo forte o bastante?
Vejo-me em uma estrada, e no fim dela sei que existe alguém, não sei ao certo quem, a neblina me impede de ver. Alguém que está muito longe, muito à frente e eu nem sei se quero caminhar até o fim da estrada para conhecê-la, sei que é alguém que tem vontade de me fazer feliz, mas nem sei ao menos se tem tal capacidade.
E ao mesmo tempo quando olho para trás, posso ver no começo da mesma estrada um outro alguém. Sei exatamente quem é e tudo o que significa para mim, sei que é alguém que tem a capacidade de me fazer feliz, mas não sei se tem a mesma vontade. Esse outro alguém ainda se encontra no ponto de partida e eu, que já cheguei até aqui, não sei se devo voltar para buscá-lo, mas correria esse risco, voltaria o mais rápido possível, só para não deixa-lo sozinho, porém não sei se esse alguém seguraria minhas mãos para seguirmos à diante.
Fico nessa duvida entre ir ou voltar. Não sei o que é melhor, mas sei o que é o certo. Mas será que ser o certo basta?
Então paro no meio dessa maldita estrada, sem saber para onde ir, um pouco exausta e com medo. Na duvida, fico exatamente aqui. Talvez o alguém que está no começo se apresse para me alcançar, talvez quem esteja lá na frente volte para me buscar. Caso ninguém me veja, caso nada aconteça, eu continuarei aqui, separada de ambos pela distância. Esperando ou me conformando e tomando coragem para caminhar sozinha.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Falta
Olhando por esse corredor que hoje vejo tão escuro. Esses bancos em baixo de árvores, onde um dia me abraçou e não existe mais sombra. A mesma rua por onde andamos e em cada lugarzinho sinto sua ausência, mas ainda posso te ver me empurrando devagar pelas costas, ainda posso escutar nossas risadas e conversas sem sentido para quem escuta. Olho pessoas a sua procura, olho cantinhos a sua espera, olho o mundo sentindo sua falta.
Eu queria que mesmo sem te ver, eu pudesse te tocar, te ouvir, te sentir. Ou talvez, eu só queira ser forte o bastante para esquecer, forte o suficiente para não sofrer, que cada lágrima se transformasse em outro sentimento.
Não entendo como é possível sentir coisas tão contraditórias, pensamentos tão confusos. E depois de tudo o que você já me fez sentir de bom, de tudo o que já me fez sentir de ruim, ainda tenho medo e sei que cada telefonema não feito, cada mensagem não enviada, cada palavra não dita... São passos, passos que me distanciam de ti, me levam para longe, cada vez mais longe.
Sei que existem pessoas a espera de uma chance, sei que esses passos me aproximam delas, sei que não é minha maior vontade uma outra vida, um outro alguém. E quanto mais o tempo passa, mais você fica longe de minha realidade e sinto como que se um dia tudo será mera lembrança de uma felicidade. Mas lembre-se que o que houve aqui se chama amor.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Minha vida pela sua?

Eu queria que fosse você a ultima pessoa que eu veria antes de dormir e a primeira ao acordar. Seria você meu tudo e sem você eu não seria nada.
Eu esqueceria meus problemas para resolver os seus, eu esqueceria minha vida pra cuidar da sua, eu me deixaria de lado para cuidar de você. Tudo eu faria para não ver uma só lágrima escorrer dos seus olhos.
Daria tudo por um olhar seu, tudo por um abraço, daria o mundo por você.
Mas então vejo que é hora de acordar, preciso correr, pois já estou atrasada e se eu ficar aqui não chegarei a tempo para viver minha vida.
terça-feira, 2 de março de 2010
Para desistir, é preciso coragem...

Me encontro voltando pra casa, totalmente arrastada por meus pensamentos. Pensamentos sem sentido, pensamentos incompletos, pensamentos mal formados.
Olhando o movimento de pessoas, que vem e vão cada um com sua vida, seu egoísmo e suas preocupações. E talvez eu queira fugir. Se por um momento eu pudesse ser um outro alguém, com outros problemas, outra vida. Se com os mesmo olhos que vejo a todos passando, pudesse também ver suas histórias e entrar em alguma delas por apenas um segundo. Por um pequeno tempo esquecer tudo o que hoje se passa aqui, esquecer quem sou e o que ando fazendo ou querendo.
Não vejo isso como franqueza, não vejo como covardia, até porque a conclusão que tirei hoje é que, para desistir, é preciso ser forte. É necessário coragem para ver que não vale a pena e deixar de ir atrás do que você quer. Às vezes temos até que nos passar por outra pessoa, mudar a personalidade, deixar a criança e aprender a tomar decisões como alguém que vê as conseqüências. Essa nova personalidade pode ser fria e egoista, mas não te trai e sabe o seu valor, o que você realmente merece.
segunda-feira, 1 de março de 2010
FIM DE JOGO

Eu não soube jogar esse seu jogo.
Sei que nunca mais será igual, sei que optei por isso, mas sei também que suas atitudes me levaram a tal decisão. E acredito que é certo seja parar de jogar.
Sei que vou te ver passar por mim, mas não mais poderei te enxergar.
Sei que vou saber o que faz, mas não mais irei procurar.
Sei também que mesmo de longe irei me preocupar, mas não poderei mais te cuidar.
Sei que dói muito em mim, e talvez não doa nada em você.
Eu poderia fazer de tudo, por você paro minha vida, corro atrás de prejuízo, eu choro pra te fazer sorrir, se for preciso. Mas agora entendo que não vê o valor de minha capacidade. E quem viu agora fui eu. Vi que nem se quer se moveria para olhar o céu por mim, enquanto eu iria buscá-lo para ti.
E eu preciso ser forte, não é teu coração que está sendo cortado em vários pedaços e não serás tu quem vai se preocupar em consertá-lo.
Deverias tornar isso mais fácil, mas acho que de mim nada sobrou, nem ao menos consideração.
Suas mentiras estão me consumindo, sua ausência me corroendo e ainda não posso entender porque não parou de jogar.
E você jogou, você já ganhou. Será que não entendes que vou partir e te deixar encontrar outro adversário, deixar que jogues sem mim? Já podes ver que o jogo terminou? Acho que hora de tentar um outro jogo, com outro jogador.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Ausência...

E olhando pela janela me vejo sozinha, apenas eu e esse dia nublado. Será que está tão nublado quanto meu coração?
Enquanto estou aqui sentindo toda essa dor inexplicável, penso se sentes minhas lagrimas dentro de ti. Ou será que tem alguém aí? Alguém que pode te fazer tão mais feliz que nem consegue perceber tamanho medo que me desespera. Alguém que não te permite mais ver o tamanho do meu amor. Será que esse outro alguém sente algo tão maior assim?
Fico imaginando que agora você fala a outro alguém tudo o que um dia falou para mim. Será que abraças a este com o mesmo carinho? Será que segura suas mãos da mesma forma que segurava as minhas? Será que o beija com o mesmo sentimento?
Consegue ver o quanto é difícil saber que tem alguém ocupando meu lugar, alguém que agora é dono do seu coração, dos seus pensamentos, alguém por quem você faria de tudo. Talvez tudo isso seja algo que perdi, ou sem perceber, seja algo que eu realmente nuca tive.
Eu sei que um dia toda essa dor vai passar, mas agora a sua ausência e essa falta de você, me sufocam, me assustam, desesperam. Eu já não penso em nada, não quero mais nada, a única coisa que me acompanha é essa dor que parece infinita.
E onde esta você agora? Cadê você para secar as lágrima que de mim caemsábado, 27 de fevereiro de 2010
Hoje.

Te preciso tanto, que em um abraço coloco toda minha forca, como que se com apenas isso eu tivesse a chance de te segurar aqui. Te quis tanto que te olhei nos olhos o mais fundo possível, creio que foi só uma tentativa para que assim você pudesse enxergar o quanto necessito de ti em mim.
Sei que talvez seja a ultima vez que poderei fechar os olhos e mesmo assim saber que ainda está por perto, pois posso te sentir.
Então me vem aquele medo incontrolável, medo de não poder mais encostar em ti e não conseguir ouvir cada batida do seu coração, de não mais sentir seu cheiro pertinho de mim, medo de que meu cabelo nunca mais sinta o toque das suas mãos e meus ouvidos não ouvirem mais o seu ‘eu te amo’.
Só me diga se sente o mesmo, ou pelo menos algo parecido. Só me explique porque não pode vir e tirar de mim esse medo. Só saiba que estarei ainda aqui.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Vicio

E quando percebes, já não podes mais voltar. Foi por escolha própria, deixou te seduzir. Não existia motivo para tal envolvimento, não havia sentimento, só vontade e nada mais.
Quando caiu em si, já era tarde. Não podes mais se livra desse teu vicio? Esse vicio que tu sabes o quanto faz mal e que te impede de ter uma vida própria.
Será que não podes ouvir a consciência te pedindo para parar? E eu te digo que não, não consegues ouvir, pois essa tua teimosia e falta de amor próprio grita e te ilude, dizendo que ainda tens alguma chance de prosseguir, usando o argumento de que esse vicio lhe proporciona um bem estar. Porém sabes bem que essa felicidade é temporária, é momentânea e logo se vai, te deixando só, e com um vazio que te invade, uma falta de si mesmo, sentindo a ausência e querendo cada vez mais o teu vicio.
Já percebes também que a vida está passando diante de teus olhos e você assiste tudo isso como se fosse apenas um filme. Não seria o correto que tu fosses o protagonista dessa história? Mas teu vicio não permite, não é mesmo? Não consegues viver por si só, pois está ocupado demais, vivendo em função dessa prisão. Poderia ser cigarro, poderia ser álcool, poderia até mesmo ser algum tipo de droga, mas não, não é nenhum desses. Existe um vicio pior, o que mais te afeta, talvez a tua maior fraqueza. Sente-se tão preso a esse vicio, a esse que é alguém. Alguém que, até mesmo sem esforço algum, talvez sem intenção, ainda te mantém aqui.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O jogo

Pode ser que tudo o que se vê, seja apenas um jogo e dentro de cada um existam vários jogadores. Você escolhe com quem vai jogar. Mas em mim, você ativa o pior de todos os jogadores. Aquele que é reflexo do seu.
Creio que esse seja forte o bastante para jogar a seu nível. Mas o jogo tem uma falha, quando percebe que não vale a pena jogar com tal jogador e quiser então troca-lo, seu adversário não poderá ver que trocou de jogador e continua com o jogo com aquele com o qual iniciou, aquele que joga sujo. E não se pode culpar ao outro pela forma com qual joga. Lembra-te que, quem começou a jogar foi você mesmo e que o que ativou ao jogador do adversário, foram suas próprias atitudes.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Sem nome, sem autor, sem você.
Será que pode ler?
Será que pode sentir?
Será que ainda pode me ouvir?
Vê que tentei, procurei e até mudei?
Vê que casei de atuar e me disponho a lutar?
Vê que onde estamos não podemos mais ficar?
Será que vê? Ou ainda não pode enxergar?
E quando eu lhe falo a verdade?
Sente minha sinceridade?
E quando minto?
Vê em meus olhos a falsidade?
Entende que meus erros são reflexos?
Será que são reflexos de teus atos?
Ou não vê o que em mim causam?
E também por reflexo, me diga se te causam algo.
Tuas ideias, amor e rancor
Tudo o que tem aí, tudo o que não vejo
Tudo o que não posso sentir
Será que já pode me mostrar e parar de mentir?
Ou preciso desligar meu coração de ti?
