segunda-feira, 29 de março de 2010

"Pode entender o que eu não entendo? "


O que vê em meus olhos? Vê a cor verde como esperança, ou tanta esperança te parece ilusão? Quando me olha enxerga quem realmente sou, ou apenas vê o que aparenta? Quando estou entre pessoas, vê meus amigos, ou enxergas que ando sozinha? Quando me vê sorrindo enxerga felicidade, ou sabe que ando carregando lágrimas escondidas?
Tudo o que faz tem certas conseqüências, talvez tu nem enxergues, mas me corta aos poucos por dentro. Então chega uma hora em que não sei mais se quero continuar a me machucar, em algum momento eu deixei de cuidar dos meus ferimentos e passei a tentar curar os teus. Você não viu que ando tentando fazer te parar de sangrar? Não vê que enquanto isso continua a me cortar? Será que eu quero voltar? Será que queres sinceramente que eu volte, ou sente falta de brincar de me cortar? Isso não seria masoquismo de minha parte?
Eu realmente posso afirmar com toda convicção que se existe algo totalmente ausente em mim, esse algo se chama certeza.
Eu só quero andar na chuva e não me molhar. Te quero longe, tão longe, onde minhas mãos possam te tocar. Não quero mais te ver, te quero distante, onde meus olhos possam te enxergar. Eu não sinto vontade de saber, de ti nada quero conhecer, só quero saber o suficiente para ainda poder cuidar. Não sinto vontade de te ouvir, quero que fique em silencio, num silencio onde possa dizer que ainda me ama.
Não estou pedindo para me entender, não estou pedindo para ficar, não estou pedindo para ir, só quero que antes de brincar, aprenda o que é amar.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Você não pode vir me buscar?


Porque essa nostalgia me lembra que apesar de tudo éramos felizes. Recordo-me de cada briga que acabava com um sorriso que você colocava em meu rosto, cada momento infeliz que você fazia sumir com um abraço. E aí que me vejo em uma rua sem saída, já sei que estou totalmente sozinha. Você não pode vir me buscar?
Eu só preciso de você, preciso urgentemente de você aqui. Sem você nada me faz feliz, nada me interessa e a única coisa que me faz campainha e a sua maldita ausência e a minha persistente nostalgia.
Se fosse possível te obrigaria a voltar, te prenderia só para mim e mais ninguém.
Já me sinto exausta dessa falsa felicidade que esconde meu choro, já não quero te mostrar meu sorriso mentiroso que não te deixa ver minha dor.
E não me importa o amanhã, não sei como vai ser. Só me interessa o agora, só te quero nesse exato momento. Você não pode vir me buscar?
Não sei o que você sente, não sei o que quer, talvez eu nem saiba bem quem você é. Mas eu te amo mais do que a mim mesma e não me preocupo mais com o sofrimento que você pode me proporcionar, se eu te sentir aqui perto de mim, nada mais vai me importar. Porque eu sinto necessidade da sua presença, eu preciso do seu olhar, me perco sem o seu abraço e não consigo mais mentir, não quero mais ficar aqui. Você não pode vir me buscar?
Então pelo menos finja que me ama, mente que se preocupa, demonstre qualquer tipo de sentimento que possa me fazer feliz. Dê-me só um pouquinho em troca de tudo o que eu quero te dar. Você realmente não pode vir me buscar?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Essa não é mais uma carta de amor ♫


" Na verdade comecei a escrever com a intenção de fazer uma carta, mas tive medo de não poder entregá-la.
Então... Acredito que esses sete meses fizeram parte da melhor fase da minha vida. É estranho como uma pessoa, que me via como algo indiferente, chegou ao ponto de fazer toda a diferença e se tornar uma das pessoas mais especiais que já conheci. Mais estranho ainda é a capacidade que ela tem de me fazer chorar, mas vale a pena, porque bem maior é a capacidade que ela tem de me fazer sorrir. E como alguém pode mudar do nada o ruma da nossa vida? Eu pretendia voltar a ser quem eu era antes... Mas você fez as coisas mudarem. E quer saber?
Eu não me arrependo nem um pouco!

Sabe, não me importa nossas diferenças, se é a melhor ou a pior pessoa do mundo, ou se já fez tudo errado, pois é você quem me faz feliz, só isso.
Para ser bem sincera, não sei exatamente quem sou, minha única certeza é que te amo.
Claro que pra gente dar certo, vamos ter que mudar algumas coisas. Já disse que faço o que for
preciso, o que me pedir. Eu sou capaz de muita coisa pra não deixar uma lagrima
cair do seu rosto, sou capaz de muito por nós.
Compreendo que meu ciúmes e desconfiança te sufoquem, mas é medo de te perder. Se isso
acontecer, eu não sei pra onde ir. Quando não estou bem, a primeira
coisa que eu quero é um abraço seu, parece que quando você está do meu lado
nada importa, nada atrapalha. Talvez seja por isso que não brigamos quando estou ao seu lado, porque nada mais importa quando estou com você.
Não sei se vamos voltar desse ‘tempo’, não sei se vamos dar certo, não sei se um dia
vou passar por você, sem nem dizer ‘oi’. Só quero que saiba que eu fiz o que
pude, te amei a cima de muitos, você foi extremamente importante e eu vou
lembrar de você todos os dias, de certa forma, vou te levar pra qualquer lugar
que eu vá, não vou te esquecer. E você sabe bem, que eu te amo."

- E tudo o que escrevi, tudo o que senti, tudo o que vivi, nada mais importa. Então me dói escrever pela última vez sobre o que mais amo, sobre o que me fez feliz. Daqui algum tempo tudo será diferente, ou até indiferente, sua ausência não mais estará aqui, nem a dor que você deixou para mim poderá me pertubar, seu descaso não me afetará e nem mesmo suas mentiras poderam me magoar, só ficarão em mim todas as lembranças. E a partir de agora todos os dias serão bons, pois de tudo o que me faz mal eu esquecerei. Assim espero. Não foi uma escolha minha, mas foi a única que você me deixou - E ainda continua sendo mais do que a mim mesma-

domingo, 21 de março de 2010

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E esse seu amor, que tu andaste dizendo ser tão grande? Porque não podes lutar por ele então? Onde deixou toda tua capacidade de conseguir o que queres? Ou será que já nem queres mais?
Ao saber que está por perto mas não comigo, ao te ver passar por mim e não poder te puxar pelas mãos e sabendo que o mais dificil será ver que existe alguém que faz isso em meu lugar. Então lembrarei de tudo o que já senti, de tudo o que já vivi vendo o teu olhar, sabendo que já não sou mais quem ele enxerga, sentirei a angustia de ter falhado e não ter tido a capacidade de seguir junto a ti, de não ter conseguido te fazer feliz. Mas só em vê-lo brilhar, só em saber que ele se encontra bem, para mim é quase o suficiente.
Sei que como em ti, em mim também outros irão me tocar, sei que como a ti, outros também poderão me amar, sei que como a ti, outros também me abraçarão e menosprezo a tudo que de ti não vem. Não vejo outro amor como algo tão grande, não vejo a outro toque como algo tão bom, não vejo a outro abraço como algo tão confortável. Isso me parece tão insuficiente, mas saberei que outro alguém poderá dar tudo de si, só para me fazer feliz e vejo a tudo isso como algo totalmente sem sentido, pois você, sem muito esforço, conseguiria me fazer o que ninguém jamais fez, mas mesmo precisando de tão pouco para me fazer bem, não o faz. Diga-me então o que fez por mim? Será que não sabes demonstrar, ou não demonstras por não sentir?
Tudo fica mais difícil com essa minha falta de habilidade para te decifrar. E tudo me faz desistir ao ver essa tua indiferença sendo ela sincera ou não. É nesse momento que me deparo com a obrigação de me conformar.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Talvez eu procure você.


Procuro alguém que se preocupe, alguém que queira estar ao meu lado, que queira ir para onde eu for. Procuro alguém que se sinta feliz com o meu sorriso, que se incomode com minha tristeza, que me escute quando eu precisar falar, que me entenda quando nem eu mesma puder me entender. Procuro alguém que me procure, alguém que seque minhas lágrimas. Talvez eu procure você.
Eu procuro em outros olhos o seu olhar, em outros corpos o seu abraço, em outras mãos o seu toque, em outras frases as suas palavras,em outros perfumes o seu cheiro, em outros rostos o seu sorriso.Talvez eu procure você.
E em suas mentiras, procuro sinceridade, em sua ausência procuro presença, em seus atos procuro um amor duvidoso. Talvez eu procure você.
Procuro um alguém, não sei quem, mas de tanto procurar, sinto o medo de me decepcionar e não encontrar. Talvez eu só queira você.

domingo, 14 de março de 2010

Insensatez


E percebo meu juízo que já não é mais tão sensato, meus princípios que já não são mais tão corretos.
Reconheço que não sou a pessoa mais experiente, tampouco a mais sábia, mas sei que aprendi e vivi o bastante para ter consciência do certo e do errado, ou pelo menos do que me é seguro. E quando dizem que mudei, não contradigo, pois sei que é verdade e todos realmente vivem em constante mutação, algumas mais lentas, outras nem tanto. Sinto-me na obrigação de afirmar que se mudo, mudo para melhor, mesmo dizendo sem tanta certeza. Mas o que seria mudar para melhor? Será que o meu conceito de melhor é também o teu? E a única coisa que vejo no momento, aliás, a única coisa que já não vejo é minha sensatez.
Confesso que sinto falta de valores perdidos, princípios escondidos (...). E ao me ver em determinadas situações, sei que não devo, não me sinto confortável em dividir com qualquer desconhecido meus medos, minha história, sentimentos e frustrações. Porque então deveria compartilhar meu corpo, meus lábios com esse qualquer um? Isso não me parece correto, não a mim. E quando opino pelo incerto apenas por distração, sabendo das conseqüências, sabendo que não deveria? Isso não me parece correto, não a mim. E ao ser egoísta, pensando apenas em mim, ou talvez nem em mim mesma, só no prazer momentâneo? Isso não me parece correto, não a mim.
Mas para onde vai essa minha sensatez que me impede de realizar tais atos? Será que essa minha inconstância afeta até aos meus princípios?
Eu poderia escrever sobre sentimentos, como fiz por tantas vezes, poderia escrever sobre ti, que está constantemente em minha cabeça, poderia experimentar escrever sobre o trágico futuro da sociedade ou até sobre problemas ambientais, assunto que está em alta, mas falo sobre algo que nem conheço tão bem, algo que para mim, de certa forma ainda é um mistério... Apenas resolvi falar sobre eu mesma. Será que é minha sensatez que bate a porta ou olhando pelo teu ponto de vista, será apenas a mesma que se vai para cada vez mais longe?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Indiferente.



Existirá um outro alguém, eu saberei que andas, escreves e sentes tudo por ele, e será indiferente, pois de ti restará apenas lembranças, tudo o que vivemos, tudo o que sentimos, tudo o que houve, tudo se resumirá em lembranças, lembranças das quais talvez eu sinta saudades, ou talvez eu esteja melhor, talvez seja apenas lembranças vagas, sem sentimentos, somente algo guardado em minha mente.
E não vejo mais como algo tão clichê, passo a ver como verdadeira a afirmação de que o tempo tudo cura. A dor passa, as lágrimas secam ou encontram outros motivos para caírem, os sentimentos são enterrados, congelados ou simplesmente esquecidos e a vida, com certeza continuará.
Sim, acredito que assim será. Pode ser que eu ainda me pergunte se poderia ter sido diferente, eu sei que ainda vou lembrar, sei que ainda irei me preocupar, mas não será como antes, nada vou fazer, nada vou procurar saber. Terei minha vida para cuidar, terei outras preocupações, outros objetivos, outros interesses e tu, de nada farás parte.
Terei tudo na memória, será como um livro, o qual talvez eu nem sinta vontade de abrir, pois conheço a história, algo frustrado, tentativas em vão (...).
Seria hipocrisia de minha parte dizer que guardarei apenas ótimos momentos do que passou por mim ou que de tudo, só ficarão as suas falhas. Eu mudei, aprendi, sofri, sorri, chorei... Fui feliz.
No momento digo o que penso, mas é incerto. Quem sabe tu não podes decidir por nós duas? Quem sabe tu sejas algo além do que meus olhos vêem devida a situação na qual nos encontramos? Quem sabe não iremos lembrar juntas de tudo o que passamos?
E mais uma vez me deixo levar pela maldita teimosia, deixo que a inconstância tome conta e penso por mais uma vez no ‘talvez, quem sabe’.

Sobre algo.


Eu sinto que não quer mais, eu sinto que não faz mais diferença, sinto que é só uma forma de distração e te conheço o bastante para saber que é forte e decidida o suficiente para conseguir o que quer, mas nesse caso, nem ao menos se esforça. E não te julgo, só te cobro sinceridade, e me sinto no direito, acho justo, por ser alguém de quem pelo menos algumas lembranças devem ter sobrado em ti.
As vezes realmente acho que te conheço melhor do que a mim, pois sei das suas mentiras e falta de interesse, mas e comigo? Já não sei o que devo fazer, na verdade até sei, mas não o faço, por motivo desconhecido, ou totalmente explicito. Traio-me pensando em mais uma chance, me torturo querendo tentar aquela ‘última vez’, me castigo com esse otimismo tão pessimista que se encontra aqui. E já não vejo em ti a vontade de ouvir ou saber o que se passa, mas em mim existe a necessidade escondida de te dizer o tal do “eu te amo”.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Só diz respeito a mim.


Ando por aí olhando pessoas, olhando lugares.
Sem vontade de tudo, sem vontade de nada, sem vontade de mim.
Nada me interessa, nada me chama a atenção, nada me prende...
Tenho a necessidade de escrever, só quero escrever. Eu quero parar de escrever.
Sinto saudades de algo, sinto saudades de tudo, sinto saudades de mim.
Já não sei o que é verdade, já nem sei o que me faz feliz.
Ando com um sorriso escondendo o que há por dentro, o que está oculto aqui.
Ando lembrando de coisas, ando querendo esquecer, ando sem deixar de recordar.
Ando menosprezando a tudo, menosprezando a todos, menosprezando a mim.
Ando sem saber o que quero, onde estou, onde preciso chegar, onde quero ir.
Ando totalmente decidida, ando totalmente confusa.
E a inconstância continua presa em mim.

domingo, 7 de março de 2010

21:12


Por muito tempo fui capaz de seguir sozinha, com as mãos dentro dos bolsos. Hora ou outra apareciam alguns que tentavam segura-las, mas eu não dava chance.
De repente alguém, de surpresa, a puxou com força e segurou delicadamente. Eu não sabia bem quem era, não sabia a razão, mas talvez por curiosidade, por me sentir segura não quis coloca-las novamente nos bolsos. E prossegui, com uma mão segurada por você e outra ainda ali, escondida em meu bolso.
Haviam outros que ao passar tentavam me levar, me tirar de ti, mas eu me sentia bem ali, me sentia de certa forma protegida.
Quando dei por mim, percebi que minha mão estava ficando fria e eu podia sentir o vento batendo nela. Era sua mão, que não mais segurava com tanta precisão a minha. E eu, que não me lembro mais como fazia para mate-lá aquecida, entro em profundo incomodo e vejo agora só as pontas de meus dedos ligadas a você, e quanto mais o tempo passa, mais me desligo sem saber o porque, sem nada poder fazer...Não consigo nem ao menos ver, mas por dedução sei que alguém te puxa a outra mão. E você, que não foi forte o bastante, está se distanciando. Nesse mesmo exato momento vejo pessoas ao meu lado, que esteve por tanto tempo tentando seguir junto a mim, vejo pessoas que se sentem satisfeitas apenas em esquentar minhas mãos. Mas você talvez a segurou por certo tempo, porque assim também esquentaria a sua. E por mais que me doa, por mais que não seja o mesmo calor, talvez seja hora de juntar minha mão a de outro alguém. Não por vontade minha, mas por falta de vontade sua.

sábado, 6 de março de 2010

Estrada


É por medo de sofrer, por medo de ver sinceridade em suas mentiras. Estou sendo forte o bastante?
Vejo-me em uma estrada, e no fim dela sei que existe alguém, não sei ao certo quem, a neblina me impede de ver. Alguém que está muito longe, muito à frente e eu nem sei se quero caminhar até o fim da estrada para conhecê-la, sei que é alguém que tem vontade de me fazer feliz, mas nem sei ao menos se tem tal capacidade.
E ao mesmo tempo quando olho para trás, posso ver no começo da mesma estrada um outro alguém. Sei exatamente quem é e tudo o que significa para mim, sei que é alguém que tem a capacidade de me fazer feliz, mas não sei se tem a mesma vontade. Esse outro alguém ainda se encontra no ponto de partida e eu, que já cheguei até aqui, não sei se devo voltar para buscá-lo, mas correria esse risco, voltaria o mais rápido possível, só para não deixa-lo sozinho, porém não sei se esse alguém seguraria minhas mãos para seguirmos à diante.
Fico nessa duvida entre ir ou voltar. Não sei o que é melhor, mas sei o que é o certo. Mas será que ser o certo basta?
Então paro no meio dessa maldita estrada, sem saber para onde ir, um pouco exausta e com medo. Na duvida, fico exatamente aqui. Talvez o alguém que está no começo se apresse para me alcançar, talvez quem esteja lá na frente volte para me buscar. Caso ninguém me veja, caso nada aconteça, eu continuarei aqui, separada de ambos pela distância. Esperando ou me conformando e tomando coragem para caminhar sozinha.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Falta


Olhando por esse corredor que hoje vejo tão escuro. Esses bancos em baixo de árvores, onde um dia me abraçou e não existe mais sombra. A mesma rua por onde andamos e em cada lugarzinho sinto sua ausência, mas ainda posso te ver me empurrando devagar pelas costas, ainda posso escutar nossas risadas e conversas sem sentido para quem escuta. Olho pessoas a sua procura, olho cantinhos a sua espera, olho o mundo sentindo sua falta.
Eu queria que mesmo sem te ver, eu pudesse te tocar, te ouvir, te sentir. Ou talvez, eu só queira ser forte o bastante para esquecer, forte o suficiente para não sofrer, que cada lágrima se transformasse em outro sentimento.
Não entendo como é possível sentir coisas tão contraditórias, pensamentos tão confusos. E depois de tudo o que você já me fez sentir de bom, de tudo o que já me fez sentir de ruim, ainda tenho medo e sei que cada telefonema não feito, cada mensagem não enviada, cada palavra não dita... São passos, passos que me distanciam de ti, me levam para longe, cada vez mais longe.
Sei que existem pessoas a espera de uma chance, sei que esses passos me aproximam delas, sei que não é minha maior vontade uma outra vida, um outro alguém. E quanto mais o tempo passa, mais você fica longe de minha realidade e sinto como que se um dia tudo será mera lembrança de uma felicidade. Mas lembre-se que o que houve aqui se chama amor.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Minha vida pela sua?




Eu usaria cada minuto da minha vida tentando te fazer feliz, passaria horas te olhando sorrir, ficaria anos pensando em ti e a vida toda ao seu lado.
Eu queria que fosse você a ultima pessoa que eu veria antes de dormir e a primeira ao acordar. Seria você meu tudo e sem você eu não seria nada.
Eu esqueceria meus problemas para resolver os seus, eu esqueceria minha vida pra cuidar da sua, eu me deixaria de lado para cuidar de você. Tudo eu faria para não ver uma só lágrima escorrer dos seus olhos.
Daria tudo por um olhar seu, tudo por um abraço, daria o mundo por você.
Mas então vejo que é hora de acordar, preciso correr, pois já estou atrasada e se eu ficar aqui não chegarei a tempo para viver minha vida.

terça-feira, 2 de março de 2010

Para desistir, é preciso coragem...


Me encontro voltando pra casa, totalmente arrastada por meus pensamentos. Pensamentos sem sentido, pensamentos incompletos, pensamentos mal formados.

Olhando o movimento de pessoas, que vem e vão cada um com sua vida, seu egoísmo e suas preocupações. E talvez eu queira fugir. Se por um momento eu pudesse ser um outro alguém, com outros problemas, outra vida. Se com os mesmo olhos que vejo a todos passando, pudesse também ver suas histórias e entrar em alguma delas por apenas um segundo. Por um pequeno tempo esquecer tudo o que hoje se passa aqui, esquecer quem sou e o que ando fazendo ou querendo.

Não vejo isso como franqueza, não vejo como covardia, até porque a conclusão que tirei hoje é que, para desistir, é preciso ser forte. É necessário coragem para ver que não vale a pena e deixar de ir atrás do que você quer. Às vezes temos até que nos passar por outra pessoa, mudar a personalidade, deixar a criança e aprender a tomar decisões como alguém que vê as conseqüências. Essa nova personalidade pode ser fria e egoista, mas não te trai e sabe o seu valor, o que você realmente merece.

segunda-feira, 1 de março de 2010

FIM DE JOGO



Eu não soube jogar esse seu jogo.

Sei que nunca mais será igual, sei que optei por isso, mas sei também que suas atitudes me levaram a tal decisão. E acredito que é certo seja parar de jogar.

Sei que vou te ver passar por mim, mas não mais poderei te enxergar.

Sei que vou saber o que faz, mas não mais irei procurar.

Sei também que mesmo de longe irei me preocupar, mas não poderei mais te cuidar.

Sei que dói muito em mim, e talvez não doa nada em você.

Eu poderia fazer de tudo, por você paro minha vida, corro atrás de prejuízo, eu choro pra te fazer sorrir, se for preciso. Mas agora entendo que não vê o valor de minha capacidade. E quem viu agora fui eu. Vi que nem se quer se moveria para olhar o céu por mim, enquanto eu iria buscá-lo para ti.

E eu preciso ser forte, não é teu coração que está sendo cortado em vários pedaços e não serás tu quem vai se preocupar em consertá-lo.

Deverias tornar isso mais fácil, mas acho que de mim nada sobrou, nem ao menos consideração.

Suas mentiras estão me consumindo, sua ausência me corroendo e ainda não posso entender porque não parou de jogar.

E você jogou, você já ganhou. Será que não entendes que vou partir e te deixar encontrar outro adversário, deixar que jogues sem mim? Já podes ver que o jogo terminou? Acho que hora de tentar um outro jogo, com outro jogador.