
Tenho algumas coisas atrasadas para resolver, logo de manhã adiei alguns compromissos para adiantar outros... Ligo o computador com o objetivo de começar um projeto qualquer do qual dependo para receber nota, como vários outros que não conclui, AFINAL JÁ NÃO ESTAMOS MAIS NO COMEÇO DO ANO. De repente esse ultimo trecho me chama a atenção e me pego refletindo sobre o dito anterior. É aí que percebo que o tempo passa, e esta passando tão rápido que quando percebo, tanta coisa já aconteceu, tanto já se foi feito e por outro lado, tanto já se deixou de ser feito.
Sinto-me correndo contra o tempo, tentando passar minha vida a limpo, assim como meus cadernos, que estão atrasados e com algumas folhas em branco. Tento fazer o que não foi feito, pois sei que daqui algum tempo não terei um resultado tão bom pelo meu comodismo, assim como serão os resultados dos trabalhos que também deixei de fazer pelo mesmo motivo. Tento entender o sentido de cada atitude, de cada objetivo, tento entender o porquê preciso fazer ou deixar de fazer, eu tenho necessidade de descobrir o porvir de tudo... Desculpe, mas realmente não posso ver, eu não consigo entender, eu ainda não descobri. Apenas “sei” que é para o meu bem que cada coisa toma o rumo qual vê. SERÁ? Quem sabe não tomou tal rumo por escolha minha? Quem sabe não escolhi certo caminho só pelo fato de não escolher caminho algum?
Pois é... Pensando e escrevendo, me acomodo por mais uma vez e me vejo abandonando, mesmo que não tento essa intenção, meu novo antigo objetivo. Como de costume, quando percebo já se passaram algumas horas, e eu aqui, pensando, e eu aqui, escrevendo.
Já virou rotina essa minha obsessão pelo entender, pelo escrever. E eu sou teimosa, não quero buscar explicação em algo ou em alguém, eu procuro respostas minhas, talvez eu acredite que de tanto pensar as encontrarei sozinha. Porem ainda existe um outro problema: Sei que procuro respostas, e procuro resposta para minhas perguntas, mas além de desconhecer as respostas, também desconheço a muitas ou até a todas as perguntas, apenas sei que elas existem e isso me intriga, é o bastante para me colocar mais uma vez a pensar, a escrever.
Eu penso em tanta coisa, escrevo algumas delas, às vezes até faz sentido, ou não, às vezes parece que perco tempo com tudo isso e às vezes parece que é comum e não tempo perdido. Mas será que deixo de viver, deixo o tempo passar por ficar a pensar, por ficar a escrever? Ou é como uma forma de viver: viver a pensar, viver a escrever?






